quinta-feira, 19 de março de 2009

Mostra de cinema

A Mostra 2008 em Foco, na qual críticos pernambucanos escolhem os melhores filmes do ano passado, começa nesta sexta. As exibições serão no Multiplex UCI Ribeiro do Shopping Recife, sempre às 19h – com exceção de sábado e domingo, quando ocorre às 11h. Após as projeções os críticos irão conversar com o público sobre a película exibida.

É a terceira edição desse evento, promovido pela UCI Ribeiro. Desta vez irão participar os jornalistas e críticos da imprensa local, entre eles Fernando Vasconcelos (Kinemail), Júlio Cavani (Diario de Pernambuco), Luiz Joaquim e Thiago Soares (Folha de Pernambuco), Rodrigo Carreiro (Cine Repórter), Bernardo Queiroz (Programa de Cinema/Rede Estação), Silvana Marpoara (Rádio JC/CBN e Programa de Cinema/Rede Estação) e Rafael Nogueira (Portal Cineflash).

Os ingressos serão vendidos nas bilheterias, da seguinte forma: sexta-feira (R$ 16), sábado e domingo (R$ 11), segunda-feira (R$ 6,00), terça e quinta-feira (R$ 13) e quarta-feira (R$ 9), com meia entrada todos os dias.

PROGRAMAÇÃO

Dia 20, às 19h
Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen
Debate: Thiago Soares e Silvana Marpoara

Dia 21, às 11h
Wall-e, de Andrew Stanton
Debate: Rodrigo Carreiro

Dia 22, às 11h
O Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan
Debate: Bernardo Queiroz e Rafael Nogueira

Dia 23, às 19h
Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson
Debate: Júlio Cavani

Dia 24, às 19h
O Nevoeiro, de Frank Darabont
Debate: Luiz Joaquim e Rodrigo Carreiro

Dia 25, às 19h
Trovão Tropical, de Ben Stiller
Debate: Rodrigo Carreiro e Bernardo Queiroz

Dia 26, às 19h
Senhores do Crime, de David Cronemberg
Debate: Fernando Vasconcelos e Bernardo Queiroz

quarta-feira, 11 de março de 2009

Ratatouille e a crítica

Liguei a TV para ver se tinha algum filme legal. Quase nunca acho algo que preste, mas fico nessa busca só para passar o tempo. Vi que Ratatouille havia começado há dez minutos. Só que sofro da mesma neurose de Alvy Singer, personagem interpretado por Woody Allen em Annie Hall. Não gosto de assistir a um filme que já tenha começado. De qualquer forma, como é uma película que eu queria rever, comecei a assistir.

O crítico gastronômico do filme, Anton Ego, é a representação de todos os clichês caricaturais que rodeiam a profissão. É refinado, irônico, frio e mal-humorado. Sua casa sempre aparece na penumbra. Muitos livros e uma maquininha de escrever, algo mais romântico e nostálgico que um computador. E, quando ele começa a construir a crítica, as composições visuais indicam esse poder que Ego desfruta.

Antes do “confronto”, entre o chefe Linguini, marionete do ratinho protagonista e nova sensação do mercado gastronômico francês, e Ego, o tal crítico, há um embate verbal entre os dois. Os jornalistas locais entrevistavam Linguini, daí Ego aparece. Quando questionado sobre ele gostar ou não de comida, por ser... er, magro demais, Ego responde, “Eu não gosto de comida. Eu amo. Se eu não amar, não engulo”. O paralelo com a crítica de cinema é óbvio. E é um olhar respeitoso.

Quando Ego dá a primeira garfada no prato, Ratatouille – daí o título do filme –, ele passa por uma experiência subjetiva inebriante. O sabor leva Ego a uma lembrança esquecida, a memória de quando era um garoto numa casinha bucólica e sua mãe fazia a mesma comida. Quando há o corte para o “agora”, Ego está atônito. Ele derruba caneta, com a qual fazia anotações sobre o atendimento e a refeição do restaurante, perde a postura austera e começa a devorar o prato, como uma criança se divertindo com seu brinquedo favorito.

É uma cena que descreve a subjetividade da percepção de um crítico. Ego ficou maravilhado com o prato, que deve ser gostoso, mas sua análise foi totalmente influenciada por uma experiência do passado afetivo. Se outro crítico gastronômico provasse aquela comida, provavelmente iria achar boa, mas não ficaria extasiado.

terça-feira, 3 de março de 2009

Atualização e lançamento

Esbocei um texto sobre o Oscar, mas não tive tempo de postar. Agora virou notícia antiga. Esses dias foram meio corridos, pouco tempo no computador, estudando e vendo um monte de filmes. Vou postar mais textos, agora que tô me acostumando com isso tudo. Queria avisar que o DVD de Santiago, grande documentário de João Moreira Salles, foi lançado. Só que, como os bons filmes da VideoFilmes, é meio caro demais. De qualquer forma, fica a dica.